4 dicas para um profissional liberal produzir sua própria marca.

Imagem de Senjin Pojskić por Pixabay
Imagem de Senjin Pojskić por Pixabay
Artigo publicado originalmente no meu Linkedin, 17 de janeiro 2020.

Um dia chegou ao departamento de vendas do meu último trabalho o e-mail de um dentista. Não lembro o nome do cliente, mas ele estava abrindo um negócio e solicitava um orçamento para:

  • Criação de logotipo;
  • Site institucional;
  • Blog;
  • Newsletter;
  • E-mail;
  • Folder;
  • Cartão de visitas;
  • Rede sociais (conteúdo e manutenção).

Era praticamente um projeto de identidade visual completo, incluindo produção de conteúdo! Algo perfeitamente viável para uma agência de branding e design ou comunicação. Mas éramos uma gráfica, não trabalhávamos com criação e mídias sociais.

Recusamos o orçamento, explicamos os motivos para tal e contato encerrado. Porém, ao final do dia, essa história continuava rodando na minha cabeça.

Como designer gráfico, fiquei feliz em perceber que profissionais liberais dão valor a uma boa identidade visual. Mas também vi que profissionais liberais, ocupados com as atividades relacionadas ao início do seu negócio, ficam um pouco desorientados durante a produção da sua marca.

Passam a ter que se preocupar com coisas que, muitas vezes, não conhecem, como branding, design de impressos, produção gráfica, webdesign, redes sociais, produção de conteúdo e etc.

Inspirado nessa situação e com base na minha experiência profissional, decidi escrever esse artigo com algumas orientações que podem ser úteis para profissionais liberais que, por restrições financeiras, precisam assumir o marketing da próprio negócio e não sabem por onde começar.

Dica 1: Tenha uma base boa

Quando falamos de identidade visual, sua pedra fundamental é o logotipo! Ele é a cara da sua empresa para o mundo e deve ilustrar o conceito específico para os seus clientes, ajudando seu negócio a diferenciar-se dos demais.

O logotipo, explicando de uma forma bem simplificada, é composto por:

  • nome da empresa
  • cores institucionais
  • algum elemento visual de apoio, como um pictograma ou desenho.

Caso você não tenha um logotipo, rascunhe as idéias que tem sobre como ele deve ser e procure um designer gráfico freelancer para arte finalizá-lo.

Inclua na prestação de serviço a geração de cópias do logotipo em formatos de arquivos próprios para impressão e para uso em redes sociais.

E uma última coisa: Evite deixar seu logotipo muito parecido com outro, principalmente se for um mais famoso. Além de enfraquecer a percepção de valor que seus clientes podem ter sobre o seu negócio, você fica exposto a questões referentes a direitos autorais.

Dica 2: Comece focando no básico

Uma vez que o seu negócio já tenha nome e logotipo, você poderá produzir materiais para divulgar seus serviços e prospectar clientes.

Na papelaria cartões de visitas e panfletos estão entre os materiais mais úteis para prospecção.

Já na comunicação visual do seu negócio, banners, comuns ou roll ups, Quando o orçamento é limitado, foque neles.

Dica 3: Alternativas para um site

Começar um site do zero não é um processo rápido, mesmo utilizando ferramentas como Wix ou WordPress e contando com o apoio de uma empresa ou profissional qualificado na area de web design.

Você precisa pensar nas funcionalidades que deseja ou não aplicar no site, exemplo: blog, formulário de contato, vendas online, etc…, em qual provedor você vai hospedar seu site, se o endereço na internet que você quer para o site está disponível…

Um perfil corporativo, preenchido detalhadamente e com imagens bem trabalhadas, em uma ou mais redes sociais, como Facebook, Instagram ou Linkedin, pode servir perfeitamente como “ponto de contato“ na internet entre você em seu futuro cliente nesse primeiro momento, enquanto seu site está em construção.

Dica 4: Conteúdo é investimento de longo prazo

Você não postará a imagem de um serviço concluído ou um texto falando sobre a sua especialidade e milhares de clientes aparecerão buscando seus serviços no dia seguinte.

A construção de autoridade com a produção de conteúdo só acontece com o tempo, quando a frequência é constante, o alcance é alto e, o mais importante, o que você tem a dizer ou mostrar é considerado importante pelo leitor ou espectador.

Tenha um calendário regular de postagens, separe algum orçamento para melhorar o impulsionamento de algumas delas e sempre alterne formatos, um dia publique um texto, no dia seguinte uma foto.

Algumas redes sociais oferecem novos formatos, como enquetes, videos curtos ou carrossel de imagens… Pesquise e acrescente ao seu repertório aqueles que lhe forem mais confortáveis.

Conclusão

Esse artigo busca trazer alguma luz para profissionais liberais que, por restrições financeiras, precisam assumir o próprio marketing.

Visa ajudar-los a saber sobre coisas úteis para a produção da sua marca que, muitas vezes, desconhecem e estão muito distantes da sua realidade.

Mas conforme sua marca for crescendo, você precisará manter o foco aonde for importante e delegar determinadas atividades para terceiros.

A sensação de controle absoluto sobre a marca é viciante para alguns profissionais liberais e pode acabar trazendo prejuízos no médio e longo prazo. Afinal, quando você deixa de aproveitar oportunidades porque está ocupado demais, você fica estagnado.

Mas isso é assunto para outro artigo.

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