Após um período alternando entre outras atividades e o ócio, retomei minha produção visual pessoal. A princípio, não tinha uma ideia clara de tema, nem pretensões conceituais ou técnicas, apenas a vontade de fazer, experimentar novos softwares gráficos e mesclar fotografias de celular com imagens geradas por I.A.
A inspiração para esta série surgiu de algo trivial: precisei me desfazer de uma tuia-holandesa. Como a achava única, decidi fotografá-la antes da despedida. Usei o Gemini para transformar a foto em uma ilustração que remete à arte em nanquim e, em seguida, levei o arquivo para o Affinity para edição.
Recortei o fundo e fui testando diversos efeitos. Durante o processo, tentei posicionar a planta sobre curvas de nível, mas o resultado não me convenceu. A solução surgiu quando imaginei a planta brotando de uma mancha de tinta, como uma gota que cai no papel branco.


Após finalizar essa primeira versão, senti falta de cor. Então fui acrescentando tons e pincéis, desenhando até chegar ao resultado abaixo e finalmente me dar por satisfeito.

Com esse novo fôlego, decidi revirar a biblioteca do meu celular e reencontrei fotos de flores de um projeto anterior. O que era um experimento isolado se expandiu: além da tuia-holandesa, já finalizei outras três artes botânicas e pretendo fechar a série com mais três peças.






