Junho de 2025. Estava na Pinakotheke de Botafogo, no Rio de Janeiro, e decidi caminhar até a fonte que fica nos fundos da galeria. O momento me rendeu um vídeo descompromissado de apenas 12 segundos, mas que guardava uma dinâmica visual interessante.
Agora em 2026, resgatei esse registro. O que havia me chamado a atenção naquele frame específico, e que decidi usar como base para este novo trabalho, foi o movimento, o tamanho e a cor vibrante dos peixes.

Para a ilustração, decidi manter as cores originais deles, mas o cenário passou por uma grande limpeza gráfica. A fonte real continha pedras, lodo e outros elementos de fundo que resolvi eliminar para focar a atenção exclusivamente nos peixes e na luz.


O gradiente azul profundo da água foi adicionado digitalmente, e os feixes de luz que simulam as ondulações na superfície foram reconstruídos a partir de uma referência de outra fotografia. Como um detalhe final — e repetindo uma solução que adotei no meu último trabalho —, finalizei o topo da composição com um suave gradiente para o branco, integrando a arte ao minimalismo da página.

