29 de Junho, horário de almoço. Apareceu para mim um vídeo curto sobre Humanwashing. O que é isso?! Pensei. Já conhecia o termos parecidos – como Pinkwashing, usado para negócios que adotam LGBTQIA+ apenas pelo marketing.
No caso do Humanwashing, trata-se do uso de identidades visuais cheias de texturas, cores terrosas e fontes serifadas por empresas de IA e tecnologia, criando uma fachada calorosa apenas para vender a ideia de que são amigáveis, confiáveis e humanizadas.
Conforme a minutagem avançava, comecei a imaginar robôs humanoides fazendo coisas cotidianas e usando máscaras humanas ou escondendo o rosto de alguma forma, tentando cobrir sua real natureza. A imagem de uma pessoa com um cartaz na frente, surgida ao acaso numa pesquisa do Google, me deu a inspiração final para começar esse trabalho.
Usando como base um esboço autoral para o robô, solicitei à I.A. que posicionasse o personagem em uma pose similar à que vi no buscador.


Após isso, peguei o resultado e abri no Affinity para editar a imagem. Acertei as proporções do corpo, mudei alguns detalhes e colori a ilustração digitalmente.

