No dia 8 de julho de 2026, voltando do trabalho e prestes a subir a passarela rumo à estação do BRT Via Parque, notei uma pequena coruja em uma árvore ao lado. Fiquei encantado, pois não é o tipo de ave que costumo ver no meu dia a dia. Fiz várias fotos pelo celular, mantendo distância para não afugentá-la.
Dois meses depois, resolvi usar esse registro como base para uma nova arte, resgatando a estética de xilogravura que apliquei anteriormente na peça Garça no Rio.
Abri o arquivo no computador e apaguei o fundo, deixando apenas a coruja no galho para minimizar as chances de alucinação da I.A. Em seguida, carreguei a imagem no software e elaborei um prompt solicitando o redesenho no estilo de arte-final em xilogravura.



Com a mesa digitalizadora, retracei a coruja até alcançar o resultado desejado. Pintei o fundo de preto para ambientar a noite e acrescentei folhas pendendo do topo para equilibrar a composição.

A I.A. dá o ponto de partida, mas a visão e o refinamento vêm do olhar humano e do domínio técnico. É aí que extraímos o verdadeiro potencial da tecnologia e, por que não, da arte.

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